Foi publicada reportagem hoje no Jornal de Brasília, confirmando o pré-lançamento da obra de Mauricio Seabra Jr. O lançamento está previsto para o dia 21 de abril, data do aniversário de Brasília. O feriado do aniversário será marcado pelo pré-lançamento da obra. Memórias do Barro conta a saga dos oleiros e moradores que colonizaram a antiga agrovila, onde eram produzidos os tijolos que colaboraram para a construção de Brasília. Nada melhor do que conhecer os alicerces de Brasília no dia de sua festa de 52 anos.
http://www.facebook.com/#!/events/313060125430553/
A poesia crônica que cerca tudo e nada, o universo em desconexa crônica e sua inexorável poética cômica. Resultado dos anos de correria de Vinícius Borba, poeta, jornalista, produtor cultural radicado nas satélites do DF. Militando com movimentos socioculturais de periferia, como o Radicais Livres S/A, políticos como MPL e artivista jornalista independente, este inquieto repórter e agitador faz espaço considerações e compartilha oportunidades, boa arte e impressões sobre mundo.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Novelas brasileiras passam imagem de país branco, critica escritora moçambicana
Texto da EBC- 17/04/2012 -
15h35
Alex
Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
Brasília - "Temos medo do Brasil." Foi com um desabafo inesperado que a romancista moçambicana Paulina Chiziane chamou a atenção do público do seminário A Literatura Africana Contemporânea, que integra a programação da 1ª Bienal do Livro e da Leitura, em Brasília (DF). Ela se referia aos efeitos da presença, em Moçambique, de igrejas e templos brasileiros e de produtos culturais como as telenovelas que transmitem, na opinião dela, uma falsa imagem do país.
"Para nós, moçambicanos, a imagem do Brasil é a de um país branco ou, no máximo, mestiço. O único negro brasileiro bem-sucedido que reconhecemos como tal é o Pelé. Nas telenovelas, que são as responsáveis por definir a imagem que temos do Brasil, só vemos negros como carregadores ou como empregados domésticos. No topo [da representação social] estão os brancos. Esta é a imagem que o Brasil está vendendo ao mundo", criticou a autora, destacando que essas representações contribuem para perpetuar as desigualdades raciais e sociais existentes em seu país.
"De tanto ver nas novelas o branco mandando e o negro varrendo e carregando, o moçambicano passa a ver tal situação como aparentemente normal", sustenta Paulina, apontando para a mesma
organização social em seu país.
A presença de igrejas brasileiras em território moçambicano também tem impactos negativos na cultura do país, na avaliação da escritora. "Quando uma ou várias igrejas chegam e nos dizem que nossa maneira de crer não é correta, que a melhor crença é a que elas trazem, isso significa destruir uma identidade cultural. Não há o respeito às crenças locais. Na cultura africana, um curandeiro é não apenas o médico tradicional, mas também o detentor de parte da história e da cultura popular", detacou Paulina, criticando os governos dos dois países que permitem a intervenção dessas instituições.
Primeira mulher a publicar um livro em Moçambique, Paulina procura fugir de estereótipos em sua obra, principalmente, os que limitam a mulher ao papel de dependente, incapaz de pensar por si só, condicionada a apenas servir.
"Gosto muito dos poetas de meu país, mas nunca encontrei na literatura que os homens escrevem o perfil de uma mulher inteira. É sempre a boca, as pernas, um único aspecto. Nunca a sabedoria infinita que provém das mulheres", disse Paulina, lembrando que, até a colonização europeia, cabia às mulheres desempenhar a função narrativa e de transmitir o conhecimento.
"Antes do colonialismo, a arte e a literatura eram femininas. Cabia às mulheres contar as histórias e, assim, socializar as crianças. Com o sistema colonial e o emprego do sistema de educação imperial, os homens passam a aprender a escrever e a contar as histórias. Por isso mesmo, ainda hoje, em Moçambique, há poucas mulheres escritoras", disse Paulina.
"Mesmo independentes [a partir de 1975], passamos a escrever a partir da educação europeia que havíamos recebido, levando os estereótipos e preconceitos que nos foram transmitidos. A sabedoria africana propriamente dita, a que é conhecida pelas mulheres, continua excluída. Isso para não dizer que mais da metade da população moçambicana não fala português e poucos são os autores que escrevem em outras línguas moçambicanas", disse Paulina.
Durante a bienal, foi relançado o livro Niketche, uma história de poligamia, de autoria da escritora moçambicana.
Edição: Lílian Beraldo
Brasília - "Temos medo do Brasil." Foi com um desabafo inesperado que a romancista moçambicana Paulina Chiziane chamou a atenção do público do seminário A Literatura Africana Contemporânea, que integra a programação da 1ª Bienal do Livro e da Leitura, em Brasília (DF). Ela se referia aos efeitos da presença, em Moçambique, de igrejas e templos brasileiros e de produtos culturais como as telenovelas que transmitem, na opinião dela, uma falsa imagem do país.
"Para nós, moçambicanos, a imagem do Brasil é a de um país branco ou, no máximo, mestiço. O único negro brasileiro bem-sucedido que reconhecemos como tal é o Pelé. Nas telenovelas, que são as responsáveis por definir a imagem que temos do Brasil, só vemos negros como carregadores ou como empregados domésticos. No topo [da representação social] estão os brancos. Esta é a imagem que o Brasil está vendendo ao mundo", criticou a autora, destacando que essas representações contribuem para perpetuar as desigualdades raciais e sociais existentes em seu país.
"De tanto ver nas novelas o branco mandando e o negro varrendo e carregando, o moçambicano passa a ver tal situação como aparentemente normal", sustenta Paulina, apontando para a mesma
organização social em seu país.
A presença de igrejas brasileiras em território moçambicano também tem impactos negativos na cultura do país, na avaliação da escritora. "Quando uma ou várias igrejas chegam e nos dizem que nossa maneira de crer não é correta, que a melhor crença é a que elas trazem, isso significa destruir uma identidade cultural. Não há o respeito às crenças locais. Na cultura africana, um curandeiro é não apenas o médico tradicional, mas também o detentor de parte da história e da cultura popular", detacou Paulina, criticando os governos dos dois países que permitem a intervenção dessas instituições.
Primeira mulher a publicar um livro em Moçambique, Paulina procura fugir de estereótipos em sua obra, principalmente, os que limitam a mulher ao papel de dependente, incapaz de pensar por si só, condicionada a apenas servir.
"Gosto muito dos poetas de meu país, mas nunca encontrei na literatura que os homens escrevem o perfil de uma mulher inteira. É sempre a boca, as pernas, um único aspecto. Nunca a sabedoria infinita que provém das mulheres", disse Paulina, lembrando que, até a colonização europeia, cabia às mulheres desempenhar a função narrativa e de transmitir o conhecimento.
"Antes do colonialismo, a arte e a literatura eram femininas. Cabia às mulheres contar as histórias e, assim, socializar as crianças. Com o sistema colonial e o emprego do sistema de educação imperial, os homens passam a aprender a escrever e a contar as histórias. Por isso mesmo, ainda hoje, em Moçambique, há poucas mulheres escritoras", disse Paulina.
"Mesmo independentes [a partir de 1975], passamos a escrever a partir da educação europeia que havíamos recebido, levando os estereótipos e preconceitos que nos foram transmitidos. A sabedoria africana propriamente dita, a que é conhecida pelas mulheres, continua excluída. Isso para não dizer que mais da metade da população moçambicana não fala português e poucos são os autores que escrevem em outras línguas moçambicanas", disse Paulina.
Durante a bienal, foi relançado o livro Niketche, uma história de poligamia, de autoria da escritora moçambicana.
Edição: Lílian Beraldo
segunda-feira, 16 de abril de 2012
1ª PEDALADA PELA PAZ EM SÃO SEBASTIÃO
![]() |
| A 1ª Pedalada pela Paz ocorre em 28 de abril à partir das 8h30 com concentração em frente a Administração Regional de São sebastião |
A população de São Sebastião tem um histórico bastante conhecido de mobilização, pois a cidade é repleta de movimentos sociais, ONGS, artistas, e diversos outros grupos culturais conhecidos e respeitados em todo o DF.
É uma população que não se acomoda diante dos problemas existentes, e que se organiza de maneira consciente para superá-los. Infelizmente ainda é uma cidade que passa por diversos problemas sociais e atualmente o alto índice de violência tem comprometido o bem-estar dos moradores e preocupado esses cidadãos e cidadãs que desejam um futuro promissor para as crianças e para essa cidade ainda tão jovem. Já está se tornando comum casos de jovens que morrem vítimas da violência entre gangues. Só no mês de março foram registrados 5 casos de assassinatos e a população mais uma vez começa a se mobilizar para mudar esta triste realidade.Com isso surge a idéia da “1ª Pedalada pela Paz” , uma manifestação pacífica e consciente para alertar a comunidade do alto índice de violência que tem levado jovens a perderem suas vidas, deixando todos cada vez mais inseguros.Reunindo a comunidade em um passeio ciclístico que irá propiciar além de um momento de descontração para a população, a união da comunidade em prol de um bem comum, além de incentivar a prática do ciclismo como um esporte acessível a todos e sendo um meio de transporte sustentável,.com isso, reivindicando a conclusão e ampliação da ciclovia da cidade.
A idéia do passeio surgiu através da página “Oficial São Sebastião” que tem sido um local de debate de idéias e de cobranças ao poder público, através da web.Contará com o apoio da sociedade civil organizada ,diversas lideranças e ONGs da cidade.
Essa iniciativa propõe repercussão na mídia e não medirá esforços para que os objetivos propostos pela “Pedalada” sejam alcançados.
Texto: Karla Ramalho
Colaboração: Diogo Ramalho
Revisão: Cláudia Bullos
terça-feira, 10 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Curta e leve Banda Kaliandra para a Calourada UnB. A banda é demais!
Não curtiu ainda? Clique no link abaixo, curta os caras e leve-os pra seletiva final da Calourada UnB. Os caras são bom pacas, puta presença de palco e badna independente correria até. De Planaltina pra Calourada. Clica agora
http://www.facebook.com/viniciusborba.cultura/posts/332425860150049#!/photo.php?fbid=351734561545204&set=a.351728201545840.101154.334375103281150&type=1&theater
Tá curios@, quer ouvir pra saber de qualé!!
http://www.myspace.com/bandacaliandra
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Tá curios@, quer ouvir pra saber de qualé!!
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
Os 30 de Demóstenes e as revistas de Goiânia de volta!
Revistas sobre os tentáculos de Carlinhos Cachoeira e o deputado do partido Democratas, Demóstenes Torres, foram compradas antes que alguém da capital goiana pudesse ter acesso. Na madrugada, carros sem placa passaram comprando todas as revistas Carta Capital, assim que as bancas abriam. O exemplar contém matéria exclusiva do jornalista Leandro Fortes sobre os esquemas, baseado em informações das investigações da Polícia Federal. A quem não pode ler, reproduza para consciência geral dos tentáculos dele também com Marconi Perilo, atual governador de Goiás.
Leia na íntegra
Os 30 de Demóstenes, por Leandro Fortes, para Carta Capital
http://www.cartacapital.com.br/politica/os-30-de-demostenes/
STF autoriza quebra de sigilo bancário de Demóstenes Torres (DEM), por Leandro Fortes, para Carta Capital
http://www.cartacapital.com.br/politica/stf-autoriza-quebra-de-sigilo-bancario-de-demostenes-torres/
Corregedor Geral do Senado dis que situação é preocupante, por Leandro Fortes, para Carta Capital
http://www.cartacapital.com.br/politica/corregedor-geral-do-senado-diz-que-situacao-e-preocupante/
Leia na íntegra
Os 30 de Demóstenes, por Leandro Fortes, para Carta Capital
http://www.cartacapital.com.br/politica/os-30-de-demostenes/
STF autoriza quebra de sigilo bancário de Demóstenes Torres (DEM), por Leandro Fortes, para Carta Capital
http://www.cartacapital.com.br/politica/stf-autoriza-quebra-de-sigilo-bancario-de-demostenes-torres/
Corregedor Geral do Senado dis que situação é preocupante, por Leandro Fortes, para Carta Capital
http://www.cartacapital.com.br/politica/corregedor-geral-do-senado-diz-que-situacao-e-preocupante/
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