terça-feira, 30 de agosto de 2011

Mapa da Cultura: Descobrindo o Distrito Federal pela cultura


Brasília, vista inicialmente como um misto de sotaques das outras regiões do país, começa a mostrar que, aos 51 anos, já possui voz própria. E a melhor maneira de conhecer e reconhecer essa fala é por meio da produção cultural candanga. Afinal conhecer a Cultura de um lugar, é descobrir o que a sua população tem a dizer.

O portal Rede Candanga (www.redecandanga.com) vai ajudar nesse processo de descoberta. Por meio de uma pesquisa de campo e da elaboração de um  Sistema de Informações Geográficas, a Associação Artéria e o Laboratório de Sistemas de Informações Espaciais (LSIE) da Universidade de Brasília realizaram um trabalho pioneiro de identificação, pesquisa e mapeamento das entidades culturais do Distrito Federal. Esse levantamento, nomeado de “Cartografia da Cultura Candanga”, pode ser encontrado no site em constante atualização. Atualmente, são 39 entidades mapeadas, além de 75 equipamentos culturais. Dados, informações, contatos e um registro audiovisual das associações também estão presentes na Cartografia.

O portal também trará conteúdo jornalístico sobre o que acontece na área cultural da cidade, desde eventos e produção artística até os debates sobre gestão e políticas públicas. O orçamento do setor cultural, tanto em âmbito federal quanto distrital, estará em constante monitoramento na aba “Controle Social”. No “Observatório”, você poderá acompanhar as novidades sobre políticas públicas e editais.  

Artéria - Cultura e Cidadania
Desde 1998 dedicada à produção e atuação dentro do universo das artes cênicas, a Artéria – Cultura e Cidadania assumiu uma nova meta em 2008: propor, elaborar e implementar políticas culturais transdisciplinares, utilizando modelo de gestão compartilhada com entes públicos, privados e mistos.
Como Ponto de Cultura, a Artéria, com sua expertise de mapeamento e criação de rede, pretende consolidar um instrumento de identificação e interação entre os Pontos de Cultura existentes no DF e Entorno. Para tanto, criaremos um conselho da rede dos Pontos e mediaremos o processo de construção de metas, ações e agenda dos mesmos. Além disso, disponibilizamos o site da Rede Candanga para que haja efetiva divulgação e comunicação dos Pontos de Cultura entre si e com a sociedade de uma maneira geral. O site pretende se configurar como um forte instrumento de fomento e discussão da produção cultural da cidade.

A Artéria, desde 2008, também realizou projetos paralelos, tais como a produção da Semana da Luta Antimanicomial, incluindo a realização do curta “De perto, quem é normal?” (2008); a mobilização dos Pontos de Cultura do DF para a participação da Teia Brasília, encontro nacional dos Pontos em 2008; consultoria para o Instituto Olhar Etnográfico, onde atuou como mediadora para a concretização da Rede de Culturas Tradicionais do Estado de Goiás; em 2011, auxiliou a Secretaria de Cultura do Distrito Federal a reunir representantes dos Pontos de Cultura para a Teia Centro-Oeste, em Cuiabá.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Palacoletiva 5: O hipertexto do Poeta em frenesi no Beco da Cultura

Pala de riso, pala de palavra, pala em coletivo..
Muito além da paranóia das massas, uma vivência única para cada ser human@ ali presente marcou mais uma vez a história do povo do DF: Foi o Festival Multimídia Palacoletiva 5, que nesta edição reuniu cerca de 400 pessoas com diversas apresentações simultâneas, performances alucinantes, graffiti, e muita poesia, numa grande celebração em homenagem ao Poeta.

As atividades começaram aidna na tarde com oficinas, brincadeiras para as crianças, pintura, artes plásticas e intervenções na rua e pernas de pau pra galera curtir à vontade.

Na sequência, por voltad as 19h começou a panca no palco, com o Coletivo Palavra numa lindíssima apresentação, cheia de som, luz, peosia e performance.
Coletivo Palavra abriu a noite em verso som e luz
A oficina de poesia com o poeta Rego Júnior envolveu crianças e adultos
DF Zulu Breakers presente...Hip Hop sempre..na veia! Na Pala
Na sequência vários gruposd e poetas recitaram. Os Radicais Livres também estiveram lá e detonaram no Espaço Poetas dos Telhados
Performers levaram arte por toda parte...de todo jeito
Os Radicais Livres orgabnizaram o espaço Poeta dos Telhados, odne vários poetas agitaram o público com intervenções na sacada do Miltinho..Foi demais..Aguarde os vídeos

5º Festival Multimídia Palacoletiva conta com vários shows em Taguatinga

Do site Clicabrasilia.com.br:

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Vinícius Borba
vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

Numa sociedade cada vez mais hightech, fica difícil enxergar o antigo estereótipo do poeta, apontado como ser a parte da sociedade, distante da realidade, entre lirismos e devaneios. Apesar disso, um grupo de jovens artistas segue na contramão desta tendência: é o Coletivo Palavra, que realiza hoje, a partir das 16h, no beco da Cultura em Taguatinga Sul, uma verdadeira celebração ao poeta. É o 5º Festival Multimídia Palacoletiva, com participação de mais de cem artistas de todo o DF. Poetas, performers, grafiteiros, circenses, VJs e músicos realizam o grande evento, que será transmitido ao vivo pela internet.


Com a intenção de aproximar a  poesia e arte em geral das tecnologias e mídias digitais, que o grupo promove o evento, co-produzido por três coletivos de poetas do DF, o Ponto de  Cultura Tribo das Artes,  o grupo cultural Radicais Livres S/A, de São Sebastião, e o coletivo Poeme-se, de Taguatinga. Eles são responsáveis pelos cinco palcos de intervenção que terão como temas, o Poeta das Tribos, Poeta dos Amantes, Poeta dos Telhados e Poetinha (infantil), além do palco principal do evento.

Colaborativo  Para um dos fundadores do Coletivo Palavra, Eros Trovador, a “arte de interface” praticada por seu coletivo é resultado da convergência digital que marca esta época. “A gente vive um tempo marcado pela tele-presença, e quando os artistas se inserem nessas interfaces digitais, dão melhor alcance a sua expressão”, disse Eros.
Além da dimensão pontual do evento de hoje, o grupo vem realizando diversas atividades e intervenções artísticas, como o hot-site colaborativo palacoletiva.com.br, no qual vários poetas colaboraram com textos, poemas e vídeos, mantendo uma dinâmica de hiperlinks entre os textos e interatividade direta entre redes sociais.

PROGRAMAÇÃO


16h – Oficinas e programação infantil
19h – Coletivo Palavra
19h45 – Tribo Das Artes
20h – Vavá Afiouni e o Toró de Palpite
20h45 – Grupo Poeme-se
21h – O Grande Barco
21h45 – Radicais Livres S/A
22h – Banda Rádio Central
23h – Coletivo Groove


Palacoletiva –  Hoje, a partir das 16h com programação infantil (Poetinha), e à partir das 19h inicia a programação adulta. No Beco da Cultura em Taguatinga Sul (QSB 13). Entrada franca.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Carta às esquerdas: da revista Carta Maior

Livre das esquerdas, o capitalismo voltou a mostrar a sua vocação anti-social. Voltou a ser urgente reconstruir as esquerdas para evitar a barbárie. Como recomeçar? Pela aceitação de algumas ideias. A defesa da democracia de alta intensidade é a grande bandeira das esquerdas.

Não ponho em causa que haja um futuro para as esquerdas mas o seu futuro não vai ser uma continuação linear do seu passado. Definir o que têm em comum equivale a responder à pergunta: o que é a esquerda? A esquerda é um conjunto de posições políticas que partilham o ideal de que os humanos têm todos o mesmo valor, e são o valor mais alto. Esse ideal é posto em causa sempre que há relações sociais de poder desigual, isto é, de dominação. Neste caso, alguns indivíduos ou grupos satisfazem algumas das suas necessidades, transformando outros indivíduos ou grupos em meios para os seus fins. O capitalismo não é a única fonte de dominação mas é uma fonte importante.

Os diferentes entendimentos deste ideal levaram a diferentes clivagens. As principais resultaram de respostas opostas às seguintes perguntas. Poderá o capitalismo ser reformado de modo a melhorar a sorte dos dominados, ou tal só é possível para além do capitalismo? A luta social deve ser conduzida por uma classe (a classe operária) ou por diferentes classes ou grupos sociais? Deve ser conduzida dentro das instituições democráticas ou fora delas? O Estado é, ele próprio, uma relação de dominação, ou pode ser mobilizado para combater as relações de dominação?

As respostas opostas as estas perguntas estiveram na origem de violentas
clivagens. Em nome da esquerda cometeram-se atrocidades contra a esquerda; mas, no seu conjunto, as esquerdas dominaram o século XX (apesar do nazismo, do fascismo e do colonialismo) e o mundo tornou-se mais livre e mais igual graças a elas. Este curto século de todas as esquerdas terminou com a queda do Muro de Berlim. Os últimos trinta anos foram, por um lado, uma gestão de ruínas e de inércias e, por outro, a emergência de novas lutas contra a dominação, com outros atores e linguagens que as esquerdas não puderam entender.

Entretanto, livre das esquerdas, o capitalismo voltou a mostrar a sua vocação anti-social. Voltou a ser urgente reconstruir as esquerdas para evitar a barbárie. Como recomeçar? Pela aceitação das seguintes ideias.

Primeiro, o mundo diversificou-se e a diversidade instalou-se no interior de cada país. A compreensão do mundo é muito mais ampla que a compreensão ocidental do mundo; não há internacionalismo sem interculturalismo.

Segundo, o capitalismo concebe a democracia como um instrumento de acumulação; se for preciso, ele a reduz à irrelevância e, se encontrar outro instrumento mais eficiente, dispensa-a (o caso da China). A defesa da democracia de alta intensidade é a grande bandeira das esquerdas.

Terceiro, o capitalismo é amoral e não entende o conceito de dignidade
humana; a defesa desta é uma luta contra o capitalismo e nunca com o capitalismo (no capitalismo, mesmo as esmolas só existem como relações públicas).

Quarto, a experiência do mundo mostra que há imensas realidades não capitalistas, guiadas pela reciprocidade e pelo cooperativismo, à espera de serem valorizadas como o futuro dentro do presente.

Quinto, o século passado revelou que a relação dos humanos com a natureza é uma relação de dominação contra a qual há que lutar; o crescimento económico não é infinito.

Sexto, a propriedade privada só é um bem social se for uma entre várias
formas de propriedade e se todas forem protegidas; há bens comuns
da humanidade (como a água e o ar).

Sétimo, o curto século das esquerdas foi suficiente para criar um espírito igualitário entre os humanos que sobressai em todos os inquéritos; este é um patrimônio das esquerdas que estas têm vindo a dilapidar.

Oitavo, o capitalismo precisa de outras formas de dominação para florescer,
do racismo ao sexismo e à guerra e todas devem ser combatidas.

Nono, o Estado é um animal estranho, meio anjo meio monstro, mas, sem ele, muitos outros monstros andariam à solta, insaciáveis à cata de anjos indefesos. Melhor Estado, sempre; menos Estado, nunca.

Com estas ideias, vão continuar a ser várias as esquerdas, mas já não é provável que se matem umas às outras e é possível que se unam para travar a barbárie que se aproxima.

Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A celebração do poeta

Festival Multimídia reúne grupos de poesia do Distrito Federal
 
No próximo sábado, 27 de agosto, o Beco da Cultura, em Taguatinga, será cenário para uma verdadeira celebração à figura do poeta. Mais de cem artistas, entre poetas, músicos, grafiteiros, performers e VJs, realizarão a PALACOLETIVA – Festival Multimídia do Coletivo Palavra.
 
O evento colaborativo, que tem apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF), conta com a co-produção de três outros grupos do Distrito Federal: o Ponto de Cultura Tribo das Artes, os Radicais Livres S/A e o Poeme-se. Os grupos aderiram à proposta multimídia e hipertextual do Coletivo Palavra e promovem a realização de cinco ambientes simultâneos dentro da PALACOLETIVA.
 
Explorando o tema escolhido para esta edição do evento – POETA – cada palco propõe perspectivas diferentes que, juntas, construirão um verdadeiro hipertexto no Beco da Cultura: Poeta das Tribos, Poeta dos Amantes, Poeta dos Telhados e Poetinha, este, voltado para o público infantil. O público poderá passear pelos diversos espaços, incluindo o palco principal, e apreciar shows, apresentações poéticas e performances cênicas que acontecem simultaneamente.
 
Online - Haverá a transmissão do evento ao vivo, pela internet, em live stream, e interação com o público, pela projeção de participações via twitter.  Poetas de outras cidades também participarão, postando poemas que serão projetados durante o evento.
 
Programação - A programação do Festival Multimídia do Coletivo Palavra tem início às 16h, com grafitti na rua e realização de oficinas - como “Mobilidade Urbana” e “Gravura em Linólio” – além de atividades infantis. Para a garotada já estão previstas  oficina de perna de pau, teatro de mamulengo com o grupo Roupa de Ensaio e shows de mímica.
 
Às 19h, o Coletivo Palavra abre a programação do palco principal com apresentação própria e segue recepcionando os shows e apresentações poéticas previstos para esse palco. Na seqüência, começam as atividades nos outros palcos do evento, que vai até as 23:30h. A programação completa pode ser conferida no hot-site www.palacoletiva.com.br.
 
Resumo da programação do palco principal:
16:00 – Oficinas e programação infantil
19:00 - Coletivo Palavra
19:45 - Tribo Das Artes
20:00 - Vavá Afiouni e o Toró de Palpite
20:45 - Grupo Poeme-se
21:00 - O Grande Barco
21:45 - Radicais Livres S/A
22:00 - Banda Rádio Central 
23:00 - Coletivo Groove
 

PERFORMANCE DOS LIVROS
A partir da provocação "Onde está o seu verso?", performers do Distrito Federal tem feito desde o dia 03 de agosto uma série de intervenções urbanas em locais públicos do Distrito Federal, dentro da programação da PALACOLETIVA. Mais de 20 performers já aderiram à proposta colaborativa que dispara provocações poéticas para o público nas três edições que já aconteceram da Performance dos Livros – na Praça do Relógio, em Taguatinga, na estação do metrô da rodoviária e na W3 Sul. Nesta quarta-feira (24/08) acontece mais uma edição, na Universidade de Brasília.
 
PALACOLETIVA
Principal produção do Coletivo Palavra, a PALACOLETIVA, que surgiu como um sarau multimídia, assume a expansão da proposta colaborativa no decorrer do último ano e adota a assinatura de Festival Multimídia. O movimento cultural, que nesta edição tem acontecido desde o início de julho, primeiro convida artistas e produtores culturais a pensarem no tema de cada edição. A partir das reflexões de um processo criativo contínuo, são criadas oportunidades para manifestações artísticas diversas, se apropriando do tema e de diversas formas de mídia.
 
HOT-SITE COLABORATIVO
Integra a PALACOLETIVA o hipertexto do poeta, hot-site também colaborativo - www.palacoletiva.com.br. Vários poetas do Distrito Federal e de outros estados do país participam com poesias sobre o tema do Festival. Essas poesias são hiperlinkadas entre si pela proximidade de sentidos, propiciando ao leitor um “passeio poético” pelos textos que se encontram no site, além de outras mídias, como vídeo e poética visual. A colcha de retalhos virtual já conta com mais de 30 colaborações diversas e continuará recebendo novas contribuições até o dia 27 de agosto, quando se encerra o Festival Multimídia.
 
COLETIVO PALAVRA
O grupo de artistas, produtores e técnicos da produção cultural se constituiu em 2010, com o objetivo de produzir Arte de Interface – na concepção do grupo, produções artísticas que integram o hipertexto, a multimídia e a colaboração. Após passar por processo de pré-incubação pela Incubadora de Arte e Cultura do CDT-UnB, tornou-se Associação Civil sem Fins Lucrativos. Mais de 20 colaboradores diretos e outros indiretos mantêm a proposta de produção cultural em rede, boa parte articulada em suas mídias sociais. 
 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Thiago Allexander recita no Sarau Radical no CCBB


Thiago Allexander, ator, músico e poeta participou do Sarau Radical com o grupo Radicais Livres S/A, pelo projeto Radiografia Cultural, Periferia e Arte no DF. Filmagem e direção do espetáculo, Vinícius Borba