quarta-feira, 1 de março de 2023

As narrativas bombadas flácidas

*As narrativas bombadas flácidas*
Por Vinicioz Bórba


É isso o tal bolsonarismo/neonazismo à brasileira, montado a partir de narrativas bombadas, porém flácidas, prestes a desmanchar em constrangimento publico. Essa gente violenta, que promoveu todo tipo de barbárie no país, supostamente em nome de Deus, agora se depara com uma realidade cruel sobre ser ou não ser aquilo que sempre se autodeclarou: golpista e traidora da pátria.
Visivelmente essas narrativas hiper corajosas, cheias de bravatas,  caminham meio rápido para umas desculpas estapafúrdias, como essa que Anderson Torres deu após ser pego com a boca na botija, diante de uma gravíssima tentativa de golpe de Estado por ele arquitetada com óbvio apoio do ex-presidente, com quem foi se encontrar na expectativa do resultado, em Orlando (EUA), no fatídico e terrorista 8 de janeiro, em Brasília. Só que deu errado.
E agora vem as desculpas mais absurdas sobre coisas como o documento encontrado na casa dos ex-ministro da Justiça de Bozonazi, documento que previa abolir o resultado das eleições com intervenção de segurança no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Estaria numa pilha de documentos para ser jogada fora", depôs cinicamente. Só que não. A Polícia Federal reafirma e a PGR levou a público ter encontrado o documento numa pasta timbrada do Governo Federal, junto a fotos de família e, advinha, coisas religiosas. Nao estava na pilha do descarte. Deus, Pátria e Família, o lema da Itália fascista reconstruido para esse propósito golpista no despacho do lesa pátria.
E, claro, com a chegada firme e inexorável da justiça, a água batendo na bunda, o minion não exita em mentir severamente.
O Exército não sustentou seu golpe, apesar de tentar. Eles são uma rotunda minoria, que manipulou 58 milhões a votarem por ódio ao PT, muitos ameaçados de perda de empregos, muitos ameaçados com mentiras como que Lula lhes fecharia a igreja, esses absurdos esquisitos que algumas igrejas evangélicas ainda propagam todo dia para manutenção do rebanho assustado. Mas a verdade chegou. E, bizarra como não poderia deixar de ser, é a imagem flácida de um bombado triste que caiu no engodo dos anabolizantes, viveu seu auge egóico com fotos e serpetina em torno de sua suposta força, e ao final está flácido com a verdade da insustentabilidade de seu projeto explícito. Por trás do bombado viril, estava um antro de corrupções,  destruição da floresta, destruição da ciência e da democracia, propositais, asquerosas. 
A Era das Trevas, como uma maldição antiga que retorna do inferno, se aproximou rápido em quatro anos, mas as mentiras precisam findar.
Que seja devidamente punido o tal Torres. Chega de esteróides na democracia brasileira.
O tempo da mentira acabou.

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Vinicioz Bórba apresenta o Reencantar na 36° Feira do Livro de Brasília

Lançamento do Reencantar na 36° Feira do Livro de Brasília NESTA SEXTA, as 10h30 da manhã. Aguardando todo mundo lá, também com transmissão ao vivo pelo Face da TV Comunitária de Brasília e mediação do meu amigo e jornalista, @paulo_miranda_tv . 
O livro Reencantar, segundo de poesias de Vinicioz Bórba traz a produção recente do poeta, abordando a espiritualidade, debates de gênero e lutas populares que permeiam a caminhada do autor. 
Acompanhe pelo Facebook.com/TVComDF

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Eles tem mesmo medo é dos poetas

Publicado originalmente no Jornal Brasil Popular: 
• Vinicioz Bórba

No poema Cidadão de Bens, do livro Reencantar, reflito sobre os neoconservadores e como eles temem e perseguem as artes. “Cuidado a você que sonha longe / Eles têm mesmo medo é dos poetas / Realidade expomos como estetas / Astutos meditamos como monges”, afirma o poema. Em sua conclusão, homenageio o grande Mário Quintana, meu conterrâneo, alertando: “Pois eles passarão nós passarinhos / Nós somos as ideias que despertam”, como também nos ensinou Luís Inácio, minutos antes de sua injusta prisão. 


Mas qual seria o papel dos poetas em suas reflexões e alfarrábios, saraus e performances, em lives nas tais redes digitais? Téophile Gautier, nos idos de 1832, definiria a “Arte pela arte” como fundamento de uma arte acrítica, com objetivo final em si mesma, romantizando excessivamente seus fazeres. 

Já nosso povo do “poetariado organizado e resistente”, do Distrito Federal, nestes tempos de Era de Aquários, em especial, nossos irmãos da Tribo das Artes, de Taguatinga, vaticinavam: “Não basta fazer arte, ela tem de incomodar!”. Filiado a essa segunda escola, observo ainda o papel importante do caminhar dos e das poetas. Decidam-se por suas posturas, isso é de liberdade e visões muito pessoais, mas sabemos que, em geral, pessoas com sensibilidade e coração para registrar e publicar a palavra sentida são também, em maioria, pessoas de imensa sensibilidade humana, empatia natural e senso de justiça e amor ao próximo. 

Assim sendo, nós que construímos a tal lida poética, essa dos e das que “carregam água na peneira”, como diria Manuel de Barros, sabemos como é crucial, em tempos bicudos de tamanhos atentados à vida, aos direitos básicos e ameaças à democracia, seguirmos firmes dando alento às pessoas. Com nossa perspicácia em trazer leveza ao jeito de ver a vida, de enfrentar as dores que nos afligem, e minimizar o sofrimento tão em voga em tempos de pandemônios e vírus letais a solta. Outros jeitos de ver e ler a vida, com a certeza das incertezas, sem, no entanto, perdermos a esperança na humanidade. 

A palavra falada, com a generosidade de quem lê seus escritos e encanta corações, ou mesmo busca o que definiu o título do meu último livro, o Reencantar, define em grande medida essa dedicação de conectar até corações endurecidos pelas mentiras ultraconservadoras. 

Este período de tantas reclusões, de isolamentos e tamanhas agonias nos exige nova postura amorosa, e não fossem as póeticas, em todas as linguagens de arte que se apresentam, e muitos e muitas mais poderíamos ter nos perdido ante o caos. É tempo de versar amores, lembranças, curar feridas, enfim, expor nossos sentimentos, e nada melhor que rimar para buscar essa esperança. Esperançar, como diria Freire, talvez seja a maior missão dos e das poetas neste tempo. Publiquemos pois, não há mais nada a perder.


• Vinicioz Bórba, @poetaviniciozborba

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Lançamento do livro Reencantar, Poesias de Vinicioz Bórba em dezembro no DF

Reencantar é o título do novo livro de Vinicioz Bórba, poeta e jornalista que lança sua a obra em Brasília em diversos locais em dezembro. Trazendo reflexões do autor sobre espiritualidade e humanidades em tempos de pandemia, o livro apresenta questões ambientais, os desafios da democracia e a busca de esperança num momento em que cada pessoa é chamada ao próprio interior. Sobradinho, Taguatinga, Jardim Botânico e Brasília terão apresentações do poeta e ator que interpreta os poemas com acompanhamento musical de Ulisses Cândido e outros convidados.

As densidades da matéria, boemia e os amores e desilusões do poeta também provocam, com ilustrações, fotografias e mandalas que compõe a obra. Discussões de gênero e descontrução das masculinidades também fazem parte da poética de Vinicioz.

Com apresentação de Paulo Dagomé e prefácio do jornalista e doutor em letras, Marcos Fabrício, o livro é lançamento independente do autor e entra em pré-venda via internet. 

Agenda
Dia 17, próxima sexta o livro será apresentado no Empório do Sol, condomínio Quintas Itaipu, região do Jardim Botânico. Sábado dia 18 a tarde ocorre apresentação em evento na Feira Permanente de Sobradinho, às 14h, e a noite às 20h com participação especial de Máximo Mansur ocorre na galeria Olho de Águia, Taguatinga Norte. 

Em Brasília o lançamento ocorre dia 20 de dezembro no tradicional Beirute na 109 Sul, e terça o autor Vinicioz Bórba participa de bate papo com o pessoal do projeto Salada de Letras, na galeria Infinu na 506 Sul.

Reencantamento Providencial

Inspirado em suas jornadas espirituais e universalistas, a obra traz a essência apaixonada de quem vivencia a transição de Eras nos anos 2000, ante ao caos político do Brasil num cenário pandêmico, trazendo ainda assim a esperança de resgatar o que há de essencial no ser humano/a: o amor e uma nova consciência em plena gestação. 

Caminhando na contradição, entre a incoerência e a loucura, discute os dilemas de uma religiosidade tão líquida quanto os valores relativizados pelo excesso de informação em meio a tantas redes e os profundos vazios que desafiam a humanidade, quando a morte se apresenta mais crua e real do que nunca. 

O Poeta
Radicado na periferia do DF, convivendo com um cenário político com evidentes atentados contra a democracia, Vinicioz denuncia com sua verve a importância de seguir em frente. 

Vinicioz Bórba é poeta, jornalista, artivista cultural e mestre de cerimônias radicado no Distrito Federal. Realiza saraus nas periferias e na capital federal há 18 anos conduzindo pela força da palavra a missão de reencantar. Integrante dos coletivos Radicais Livres S/A e Coletivo Palavra, foi também autor do livro Fora da Ordem (2015). Terapeuta reikiano e numerólogo segue em sua busca pelo próprio despertar.

Serviço: Lançamento em Brasília do livro Reencantar: Poesias de Vinicioz Bórba
Entrada Franca
Classificação Livre

• 17/12 – Sexta -  Empório Pôr do Sol -  Chácara Itaipu, 39 - Jardim Botânico
                             às 20 horas.
• 18/12 – Sábado - Feira Permanente de Sobradinho - 14:30h
• 18/12 – Sábado - Galeria Olho de Águia - Taguatinga Norte - CNF1, Ed. Praiamar, Bl. D, loja 12, Taguatinga, DF - às 20 horas
• 20/12 – Segunda - Beirute - 109 Sul
                             às 19 horas.
• 21/12 – terça - Galeria Infinu - 506 Sul
                            às 20 horas.

Informações: (61) 985511075
Livro: R$ 30,00

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terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Sobre crises migratórias na Fronteira da Europa

Grave crise migratória na entrada da Europa.
Reportagem da BBC Brasil explica: https://fb.watch/9KSNmq3q1K/

 E sim, podemos ver problemas graves da atuação do presidente de Belarus, o tal Lucachenko. Mas olhando na questão anterior, deixo a pergunta a meus e minhas irmãs que conhecem a realidade destes fluxos migratórios, indo na raiz da questão: porque tantas pessoas fogem do Oriente Médio e África???? Começou com fundamentalismos ou os fundamentalismos ganharam força pelas desestabilizacões de suas democracias? Será que as guerras por petróleo e recursos naturais naqueles países como Iran, Siria, Nigéria não começaram com países capitalistas fazendo suas políticas imperialistas? Até quando essas grandes "democracias" européias e norte americanas seguirão beneficiando suas bolsas de valores e luxos, sim, seus luxos, baseados na miséria dos demais países africanos e asiáticos? Aqui, vimos a atuação dos EUA para desestabilizar nossa democracia e comer nosso Pre-Sal.. conseguiram o que? Nos deram um Lucachenko igual o de Belarus, só com um sinalzinho trocado, mas um bosta um tanto pior. Pra que? Com o mesmo discurso anticorrupsaum de Lucachenko pagaram a campanha desse ex milico pra comer nossos recursos naturais sem que o Brasil pudesse resistir. Por essas e outras hoje nós pagamos gasolina a 7,30. Não se confundam amigues... De Santa essa União Europeia não tem muito. Quando terroristas atacam a França, o que não me alegra, mas quando atacam, é porque em seus países de origem está um caos e guerra pelas armas traficadas pelos capetalistas pra desestabilizar democracias. Não tem santo na jogada e a intervenção de muitos destes grandes ao não reforçarem democracias nestes países pequenos, de e verdade, infelizmente geram esses infernos que agora vão pra fronteira de quem? Da Europa e dos EUA. Enquanto os ricos do mundo não ajudam os pequenos países de verdade pra seguir lucrando por suposta "liberdade" blabla.. suas elites lucram mas o globo paga. E há mortes diárias envolvidas. Vamos na raiz das questões. Vamos no pano de fundo galera. Países estáveis, com distribuição de renda e riqueza não tão em guerra civil. 
Neste mundo que estou lançando meu próximo livro Reencantar essa semana. Logo menos trago novidades. Mas olho lá pra fora com uma tristeza e um senso de urgência pra saber como ajudar. Por hora denuncio por aqui. Esteja aberto o debate.  

Vinicioz Bórba

domingo, 21 de novembro de 2021

Sobre a espartanização da sociedade brasileira ou sobre como o facismo neomiliciano se impõe com a militarização de escolinhas

Por Vinicioz Bórba
https://www.facebook.com/sensacinemx/videos/1098798453957196/
Cabulosa a montagem por trás do tal 300. Cinemão brabo no Croma Key. Mas tem uma outra faceta bem triste que é a consequência simbólica de certas produções. Sabemos, pra quem estudou Atenas e Esparta na escola, que Esparta era a face guerreira mais brutal da parada. Atenas, com sua deusa Mulher, ligada ao amor, as artes, e especialmente à Política, de onde deriva inclusive a expressão cunhada pela primeira vez da DEMOCRACIA, apesar de sabermos que em Atenas daquela antiga Ágora só votavam e eram votados os considerados cidadãos, ou seja, homens, guerreiros, com posses. Escravos, mulheres e etc normalmente não tinham voto.. qualquer semelhança com a atualidade é mera coincidência. Mas obviamente avançamos por demais. Porém, trago aqui a reflexão sobre a tal Esparta. Em Esparta, desde os setes anos de idade, os meninos já eram separados, inclusive do ninho da mãe. Ou se tornariam guerreiros, e só numa fase posterior se tornariam donos de terras e assim políticos, podendo alçar cardos nos conselhos da cidade e conselho ancião, para legislar. Pessoas com deficiência ou consideradas fracas eram  jogadas do penhasco de Taigeto. 

A arte e demais ciências como a filosofia era ignoradas pra que um homem não deixasse das funções militarescas e as mulheres cumprisse sua função de reprodutoras. Qual a característica que define uma sociedade completamente militarizada??? O medo.
Visivelmente, a exigência de.ordem, a padronização de pessoas, essa busca de foco na proteção e etc, podem parecer atraentes num filme de guerreiros romantizados. Mas na vida real e em pleno século 21, vermos a militarização de escolas de nossos e nossas meninas dá exatamente a visão de uma tentativa dos neofascistas de selecionar e potencializar sob uma linha específica de orientação de PMs, que com todo respeito aos companheiros, mas são muitas vezes cidadãos desumanizados em treinamentos que visivelmente lavam cabeças de forma a reduzir o filtro pra atos de violência, e chegam depois pra tratar esses meninos e meninas numa lógica altamente competitiva e agressiva, de autoritarismo, e posso apostar que não são lá escolas voltadas a processos democráticos de escolha de direção, processos artísticos, e lógicas emancipadores do ser humano. São dessa lógica de formação de "cidadãos fortes",  ou seja, altamente competitivos entre si (o capetalismo selvagem adora isso!) e valores específicos do conservadorismo que fortalece uma alienação. "A mas os meninos estão melhores..blabla". Os meninos estão com mais medo. Criou-se uma lógica repressiva pra jovens e crianças periféricas. E, naturalmente, pra muitos deles e delas criou-se um espaço de firmeza que país sozinhos trabalhando e tendo de relegar a criação de seus filhos nessa periferias para criar os filhos dos ricos lá nos centros, acabava delegando à rua esse processo de criação de seus filhos. Mas não se resolveu a questão do salário digno daqueles pais para terem o tempo com seus e suas filhas, ou dinheiro para pagarem baba ou escola melhor em integral prós e pras meninas. Não, não. Apenas criou-se uma escola que seleciona uma parte destes e destas meninas, expulsa os e as que tenham algum ímpeto de resistência ou que seja mais libertário ou inconformado com essa forma, e faz daquele grupo um pólo de irradiação de conservadorismo como o que hoje vemos, com essa potencialização do Bolsonarismo e desse neofacismo que de forma brutal tem se imposto na aceitação geral da lógica do medo, e na militarização da nossa sociedade pra venda de armas e mais violência como meio de vida.

É o que se preconiza numa sociedade guerreira como os EUA. É o que hoje se reproduz aqui com o Balanço Geral, Cidade Alerta e todos esses infernos transmitidos não pra educar a sociedade sobre como se.prroteger contra isso ou aquilo, mas pra manter uma vibração coletiva de ódio aos pobres e medo constante que justifique ações irracionais e instintivas de.muita gente, na busca de uma proteção qualquer perante o risco eminente na vida. Se você está o tempo todo com medo, digamos, num "filme de terror", você prefere um mocinho ou até um monstro como seus gestor pra lhe defender. E estamos aí, simbólicamente, com um fascista miliciano na gestão maior do país, com políticas atrasadíssimas, porque nem sequer uma política séria esse cara consegue fazer avançar. 

Tá pesado. Armamentismo, exaltação dos símbolos nacionais com ufanismo e militarismo, repressão das artes (cortando tudo quanto há de financiamentos.. pode ver) e perseguição e morte de lideranças comunitárias, indígenas, pretas periféricas e até parlamentares, como até hoje temos plena desconfiança de quem.mandou matar Marielle, mas não dá pra afirmar porque ninguém teve coragem de fazer a investigação e encerrar lá no Rio (polícia de milicianos..vai vendo).. militarização de escolas é só a cereja do bolo nesse novo projeto fascista de sociedade. Abaixo a espartanização da nossa sociedade brasileira. Fora Bolsonaro

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

ESPETACULO GRACIAS A LA VIDA ESTREIA EM OUTUBRO NO DF

A convite do parceirão Dorival Brandão estreio em outubro o espetáculo Gracias a la vida, dividindo palco com Sheila Campos diva, texto do poeta Pedro Tierra e direção teatral de Hugo Rodas! Direção do musical é do mestre Alex Paz!
 Acompanhem, teremos as maravilhosas vozes de Chico Nogueira e Dani Machado, vai ser mágico! 

Conto com todo mundo pra curtir essa fita, espetáculo lindo e produção da querida Janaína Montalvão! 

O cancioneiro brasileiro e latino americano revisitado trazendo a consciência e luta artística de grandes como Mercedes Sosa, Athaualpa Yupanqui, Violeta Parra, Chico Buarque e tantos e tantas outras. Poesia, música e teatro em alto nível breve nos palcos. Feliz, aqui ateeee..

terça-feira, 25 de maio de 2021

AMEMOS MAIS, É O QUE RESTA, por Vinicioz Bórba

Sobre as perdas nos últimos períodos. Deixo essa reflexão a quem está nas dores da morte.
Desejo paz caso mais alguma perda (tem sido tantas.. toda semana recebo), caso mais alguma perda tenha se abatido. As pessoas passam por nossa vida, trazem alguma lição, e se encaminham na medida perfeita. Meio triste as vezes, com algum cuidado a mais até dá pra esticar essa corda, mas um dia a conta chega, e é bom vivermos cada momento como se fosse o último. Porque tudo acaba. E se recomeça, o que você pode aceitar ou não, ou mesmo se não termina nunca (podemos ficar imersos nessa condição de não materialidade, algo observado por centenas de mestres budistas e atestado por bons amigos Espíritas e tantos e tantas paranormais sérios/as na história da humanidade), saibamos sempre que agradecer e lembrar quem se foi e sua importância aqui é crucial. Não se prender a traumas e etc, esses é fazer os ritos e processos pra desbloquear e não deixar a vida parar, vencê-los pois.
 Mas seguir amando quem está na caminhada consigo. Há que cuidar para não ficar no apego interminável, que segundo observações Espíritas gera também bastante dor em quem segue. Dói, dá saudade? Dá. É buscar emitir amor, agradecimento sincero pela passagem com a gente, acalmar também quem passou e pode estar em desespero.
 Quem fica segue precisando de você em sua firmeza, chorar o que tem de chorar (lutos chegam a durar dois anos pelo menos, segundo psicólogos. São processos naturais em mortes e fins de relação), mas se esforçar pra não vibrar no medo e nem no apego, não prender a pessoa desencarnada nisso. Toda emoção boa de carinho que emitimos pra lá é linda, acalma e auxilia no refazer dos processos. 
A sutileza da dimensão em que essas pessoas podem estar não os permite quase contato por aqui. Mas vibrar luz pra eles e elas, por nós que sim estamos ainda encarnados, é de muita força energética, segundo o que apontaram alguns estudos meus e observações. Segundo alguns estudos do budismo e até revelações de Budas (sim houve vários, e todos temos essa condição de iluminação possível), com nossa existência atingimos 7 gerações pra trás, e até 10 pra frente. Vai de quem crê, e como vi numa peça sobre Jung certa vez e muito me marcou, "Seguem ateus e cristãos, todos/as em dúvidas"... Pra cada pessoa uma forma de sentir a espiritualidade de sua jeito. 
Cuidemos pois pra dar bons exemplos de vida feliz, com entrega, equilibrando o racional e emocional, buscando a ética e reconhecendo e perdoando erros, os nossos e dos outros/as, porque está tudo na conta (conheçam Hoponopono. É libertador. Simples e certeiro). Mesmo os que agridem e até fazem coisas piores, como temos visto tanto no Brasil, nas durezas que praticam, podem estar ali encontrando a luz (sempre que um grande mal se abate, proporcionalmente advém a luz, é a lei Hermética do equilíbrio, da Polaridade, vai rolar). 
Portanto, olhemos para o porvir. Há sempre esperança. Mesmo nos piores cenários. Amemos mais. É o que resta. 
Vinicioz Bórba

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Mestras indígenas: María Sabina - Povo Mazateca

Conselho de María Sabina, uma curandeira e poeta mexicana.
′′ Cure-se com a luz do sol e os raios da lua. Ao som do rio e da cascata. Com o balanço do mar e o bajulamento dos pássaros. Cure-se com menta, neem e eucalipto. Adoce com lavanda, alecrim e camomila. Abrace-se com o feijão de cacau e uma pitada de canela. Coloque amor no chá em vez de açúcar e beba olhando para as estrelas. Cure-se com os beijos que o vento te dá e os abraços da chuva. Fique forte com os pés descalços no chão e com tudo que vem dele. Seja cada dia mais inteligente ouvindo sua intuição, olhando o mundo com a testa. Pule, dance, cante, para que você viva mais feliz. Cure-se a si mesmo, com amor bonito, e lembre-se sempre... você é o remédio."

sábado, 1 de maio de 2021

PORQUE BOLSONARO NÃO COMPRA A VACINA SPUTNIK

A trupe dos epidemiologistas e cientistas com PhD em tudo que é canto, os verificados do twitter, tá forte na defesa da Anvisa. A agência que interrompeu teste da CoronaVac por causa de um suicídio, que atrasou seu registro até não dar mais, que libera agrotóxico proibido no mundo todo, de repente tornou-se a maior referência de credibilidade, agência ilibada acima do bem e do mal.

Não acho que é o caso de dizer com certeza que a Anvisa mente. Como bem disse um camarada, é possível que uma decisão seja política/ideológica mesmo que embasada em argumentos técnicos e científicos. Ciência não justifica, p.ex., que a visita à Rússia só tenha acontecido depois que o STF estipulou prazo para que a agência respondesse os pedidos de governadores que há meses aguardavam sua resposta, enquanto o Ministério da Saúde atrasa e diminui as expectativas de entregas de vacinas mês a mês em meio à gestão genocida do governo federal. A Anvisa estava trabalhando pelo interesse público neste atraso? Parece prevaricação pura e simples.

A geopolítica das vacinas já não é segredo pra ninguém. Ao menos a luz amarela deveria estar acesa sobre a Anvisa e a Sputnik quando relatórios oficiais dos EUA disseram que o governo estadunidense pressionou com sucesso o governo do Brasil para não comprarem a vacina russa. Outra informação interessante é que no próprio site da Anvisa consta que a vacina da Pfizer, ponta de lança dos EUA, foi aprovada sem 25% dos documentos pedidos, "superados por análise Benefícios x Riscos". Isso em fevereiro. Até hoje não temos nem uma única dose dessa vacina no país.

A representante da Sputnik, em nota oficial, rebateu vários pontos do parecer técnico da Anvisa. No twitter, convidou a agência para um "debate público" no Congresso. Uma situação inédita. É no mínimo curioso que a resposta tenha sido tão dura. De duas, uma: ou a Anvisa comprou uma briga da qual sairá como uma das agências regulatórias mais respeitadas do mundo por desmascarar um lobby criminoso que já exporta para 62 países uma vacina insegura, ou o governo Bolsonaro jogou no lixo a credibilidade de nossa agência.

Aqueles que juram que a ciência está acima da política, que acham que 'não se deve politizar a pandemia', que 'ser a favor da ciência' basta, pra manter a coerência, vão precisar defender a Anvisa. Inclusive põem em dúvida a Sputnik desde que foi anunciada, em agosto do ano passado. As opiniões sobre essa vacina são eivadas de xenofobia desde que Putin, esse maluco alucinado e assassino, informou que a Rússia, com mais de século de tradição em defesa biológica, tinha aprovado a primeira vacina contra a covid.

Novamente reforço, me reservo a posição de não decidir agora se a Anvisa mente ou não. Hoje, mais 3 mil pessoas morreram no genocídio de Bolsonaro e a minha preocupação primeira é com vacinas que possam salvar vidas. Que os PhD mergulhem de cabeça no que acreditam, não há novidade alguma. Espero que aqueles que sabem até onde vai ideologia e política - a todo lugar - ao menos mantenham-se céticos em momento histórico tão delicado. Aguardem os próximos movimentos. Algo não cheira bem.

Gustavo Figueiredo

quinta-feira, 29 de abril de 2021

POLÍTICA X POLÍTICA PARTIDÁRIA: NÓIS POR NÓIS



O parceiro e rapper de um dos mais considerados grupos da cena do rap DF, Japão, foi questionado sobre a intenção eleitoral de suas doações de cestas básicas. O que acho disso? Vejamos.
Brasília tem essa história de uma galera não poder ver alguém fazer qualquer corre legítimo que tá zoiando se a pessoa tem intuito político eleitoral.
Toda ação é política. Toda omissão também é política. Mas não especificamente politica-partidária.

E ainda que fosse, era também muito legítima porque enquanto a favela não se elege com seus representantes de favela mesmo, elege um monte de patrão e pastor da pior espécie pro pobre e pra classe tabalhadora. Então, espero que a  gente entenda que ainda que fosse um corre com algum objetivo de aglutinação de forças, era legítimo.

Mas pelo próprio perfil contestador de Japão Marcos Vinicios Morais é uma obviedade que não é. A gente sabe mais ou menos no rap quem são as figura que gostam mais da politica partidária.

E acho, sinceramente, que se constrói mandato popular, isso também é importante. Enquanto a favela não chega lá, com a memória histórica de onde vem, sabendo de suas próprias feridas, perdemos de ganhar a pluralidade que precisávamos nos poderes.

Estudos demonstram que quando tem diversidade de histórias, de trajetórias das pessoas no serviço público, nos atendimentos de governo mesmo, o atendimento é sempre melhor. E mandatos são serviços de ponte entre a sociedade, as comunidades e o governo.

Bora entender e toma posse do que é nosso nessa porra, estudando pra não se deixar sujar, mas caindo pra entro também. Por que os bota e os boy tão em todas. Porque pastor com discurso de patrão também tão tudo lá. E noiz? Não estamos tendo voz. E esse também é um caminho.

#periferia #representatividade #politica #partido #politicapartidaria #comunidade #rap #japão #viela17 #doações #doação #covid #covid19 #noispornois #lutadeclasses

quarta-feira, 28 de abril de 2021

O RISCO DE REPETIR A HISTÓRIA COMO FARSA


Segundo historiadores entre 20 e 1929 houve uma explosão de euforia ardente, música fulgurante, hedonismo, empreendedorismo brabo e etc.. e daí em 1929, pelo descuido e excesso, capetalisno selvagem, quebrou a bolsa de valores dos EUA e levou o planeta pro buraco. 
E o que adveio disso? O Fascismo, o nazismo frutificaram.. outros tempos?? Vejamos... Mas há que observar as predições de matérias como essas.. 
Isso não está na matéria, pesquisa básica nossa, mas astrólogos já pontuam, anotem ai porque todos que eu acompanhava disseram que 2020 o bicho pegava! E pegou feio! 

Astrólogos experientes pontuam que 2027 temos repeteco do caos. Algo mais vem por aí. Como ensina a ciência, sigo o princípio da precaução. E observando projeções como dessa reportagem do El País, que tem disparates como afirmar que o capital "estaria atento e consciente" aos prejuízos da crise ambiental, sabemos que essa gente não é uma central tão coordenada e até que decidam mesmo agir, podem mesmo é estar calculando quanto combustível vão economizar nos navios atravessando o mundo sem ter de dar a volta na Antártida. 

Então, não nos iludamos porque haverá menos fronteiras, teletrabalho, e blabla. Tendência é de recrudecer fascismos e precisarmos defender o mais básico ainda mais. Nos armemos de boas práticas de fé e Autocuidado para superar essa fase dura, sejamos explícitos e resistentes até encontrar justiça como foi a negritude norte-americana no caso George Floyd e vamos constituir uma frente de gente coerente a tal ponto de não haver espaço pra serpente se criar, venha do ovo que vier. 

Democracia não se negocia. Mas chamar esse capitalismo liberal descontrolado e selvagem de "democrático"?? Comprando mesmo eleições e destruindo países por sua hegemonia e luxo? Não, não. E com alguma tristeza mas sem ilusões, escrevo isso ainda em pleno Facebook. Atentemos pois. 

Vinicioz Bórba,
Poeta, jornalista e utópico das galáxias

quarta-feira, 21 de abril de 2021

POETA VINICIOZ BORBA E CANTORA LUCY RIBEIRO HOMENAGEIAM BRASÍLIA


Muita poesia de diversos autores da cidade, música boa de Legião, Cássia Eller e muito mais! acompanhem sigam e compartilhem! 
#brasilia #brasiliadf #brasilia61anos #poesia #poesiaemprosa #musica #lucyribeiro #viniciozborba #poetaviniciozbórba 
https://www.instagram.com/tv/CN8m5d-FL5g/?igshid=wudxpskk5mbg

terça-feira, 24 de março de 2020

Vinícius Borba no Festival Fica em Casa, NESTA QUINTA 18h

#ficaemcasa com Vinícius Borba dia 26/03 NESTA QUINTA às 18h ao vivo na página de Vinícius Borba no Facebook.com/PoetaViniciusBorba 
Acompanhe a programação e compartilhe o FICA!
Vamos contribuir com cultura e arte para todos, em uma grande rede de apoio e positividade!
https://www.facebook.com/events/s/fica-em-casa/159493625179812/
#fica  #ficaemcasafestival #ficaemcasaguara

quarta-feira, 15 de março de 2017

Poesia para golpistas de plantão

Canalhas
Por Vinicius Borba

Sou o popular de Veríssimo
Quando junto ao povo
Quase anônimo grito: canalhas!
Pra te escrachar
Eu vomito

Teu escracho não é dever de despeito
Rechaço extraordinário de algum velho aliado
Ou desprezo por tua vitória infame.. não, não.

Teu escracho é dever de Justiça
É o tapa de pelica ao traidor do contrato
Deturpador do sentido básico do sufrágio
É símbolo da tua falta de social substrato
Tua desnuda nutela antidemocrática

O irromper de um grito visceral
De um respiro profundo e gutural
Do Direito calado, do vapor tóxico inalado
Por toda a minha gente

Teu propagar envolvente
De supostas soluções
que se sabem vencidas
Teu propagar estridente
De mentiras deslavadas
Só merecem uma cuspida
Bem bruta, desabusada

Pra te mostrar que tua gente,
Essa mesma gente que grita
Vai denunciar na calçada,
Em cada pútrida esquina
Nos botecos, na Esplanada

Mesmo aturdidos pelo chicote que estala
Tropa do braço, bombas brutais,
tiro nos olhos, a morte que embala
Resistiremos uma vez mais
Do fundo da certeza de nossas almas
Devolveremos a vocês a energia que teu golpe exala
Hipócritas! Sufoquem com seu próprio veneno
Sejam pais de um filho nojento
E assim sendo
cada tímpano lhes explodiremos dizendo: canalhas, canalhas, canalhas!


sexta-feira, 29 de abril de 2016

ENTREVISTA: "Pessoas precisam de arte, de formação de cidadania e observação crítica!", disse Vinicius Borba

"Pessoas precisam de arte, de formação de cidadania e observação crítica!", disse Vinicius Borba em entrevista exclusiva ao Portal do Iesb. Acompanhe o trabalho do poeta e ativista sobre sua poesia, trajetória e lutas má defesa dos direitos humanos, povo das quebradas e lutas no Distrito Federal. Leia aqui na íntegra.

"Pessoas precisam de arte, de formação de cidadania e observação crítica!" 
Por Renato Gomes

Quando chegou a Brasília, em julho de 2002, o poeta Vinicius Borba, de 30 anos, era apenas mais um adolescente que se arriscava longe de sua terra natal, o Rio Grande do Sul. Em busca do sonho de se tornar independente, encontrou na arte uma maneira de mudar a realidade, não somente de si, mas de todos que o cerca. Jornalista de formação, Vinicius viu na poesia uma forma de não calar a voz frente às injustiças que oprimem os menos favorecidos.

Por meio do coletivo Radicais Livres S/A, localizado em São Sebastião, ele visita todas as periferias do DF, organizando saraus, onde recita seus poemas, quase sempre de ordem crítica aos setores políticos da sociedade. Hoje, Vinicius comemora o fato de ter vencido as dificuldades aqui encontradas. Casado e pai de duas filhas, o gaúcho lançou recentemente seu primeiro livro de poesias, o “Fora da Ordem”. “O livro tem um objetivo bem específico, que é quebrar ainda mais os paradigmas dessa sociedade cada vez mais conservadora”, comenta Vinicius.

Em entrevista ao Portal de Jornalismo do IESB, o poeta conta algumas de suas experiências adquiridas nesses quase quinze anos a frente de movimentos culturais. Confiram:

- Portal de Jornalismo Iesb: Como que surgiu esse interesse pelo bem-estar dos menos favorecidos? - Vinicius Borba: É uma questão de consciência de classe. A minha trajetória começou como um dos menos favorecidos, minha família é de origem trabalhadora e que pelo estudo conseguiu se emancipar e sair da pobreza. Cheguei em Brasília meio que fugido da minha terra natal em busca de emprego e de alguma esperança, e a arte foi um meio de chegar mais longe, uma maneira de levar as minhas inquietações e provocar as inquietações das pessoas. As pessoas precisam da arte, porque ela tem um papel psicológico, de formação de cidadania e observação crítica do mundo.

- Como começaram as atividades culturais nas periferias do DF? 
- Essas atividades começaram com um ajuntamento de artistas de diferentes segmentos artísticos como poetas, cantores, atores, artistas plásticos e músicos, de gente que não tinha esse tipo de espaço e que começou a procurar esse destaque dentro da cultura da comunidade. Por meio do coletivo Radicais Livres, em 2004, começamos a realizar espetáculos de saraus que envolvem, musica, dança, poemas, teatro, vídeos e artes plásticas. Primeiro, para trazer para a população de São Sebastião a oportunidade de acesso à cultura, e mudar a cara da cidade. Antes a cidade tinha a fama de ser a cidade das gangues, da Papuda, da dengue. Hoje, isso mudou e a cidade já é vista de maneira diferente.

- Que resposta você tem absorvido das ruas por meio do seu trabalho? 
- Por meio do Radicais Livres tivemos uma construção bem legal, de uma participação intensa da população em todos os lugares que nos apresentamos em várias cidades do DF nos últimos 12 anos. A resposta é sempre muito positiva, uma vez que levamos a população dessas cidades a exercerem a capacidade de pensar. A nossa arte acaba despertando nas pessoas um censo crítico.

- Há 12 anos você faz parte do coletivo Radicais livres S/A, em São Sebastião. Em que consiste esse trabalho?
- O coletivo Radicais trabalha com espetáculos em todo DF, realizando saraus e abrindo espaço para artistas amadores e profissionais ao mesmo tempo no palco. E isso fortalece quem está começando no mundo da arte. Esse é o papel do coletivo formar artistas novos, que surgem das regiões periféricas em busca de espaço.

- Em 2015 você lançou o seu primeiro livro, o Fora da Ordem. O livro já foi lançado no DF, Rio Grande do Norte, Goiás, São Paulo e Rio Grande do sul. Como o público tem recebido esse trabalho?
 - O livro tem o objetivo muito específico de quebrar ainda mais esses paradigmas da nossa sociedade, que está a cada dia mais violenta e conservadora, estimulando o ódio e atentados contra os direitos humanos. O Fora da Ordem tem gerado uma resposta muito positiva da parte do público periférico. As pessoas se identificam com as poesias, que retratam a realidade delas. Por parte dos conservadores e dos coronéis que ainda tentam contra o Brasil, existe uma repulsa.

- Quanto tempo foi necessário para o livro ficar pronto?
- O livro levou um processo de gestação de 12 anos. São poemas de 2003 a 2015, na verdade são poucos poemas, porque eu fiz uma seleção dos mais significativos e mais atuais. Já o processo de diagramação durou cerca de três meses.

- O poema “Não me Representa” é o mais conhecido do livro. Qual o real significado dele?
- Pela minha experiência política, como cidadão periférico e também como jornalista, trabalhando no Congresso, eu pude observar o retrato dos coronéis que aqui ainda mandam pela força do dinheiro, das armas, da violência e da opressão. O poema ilustra a cara desses coronéis, a cara das oligarquias, que por dentro do Congresso Nacional, e depois nos próprios estados, colaboram para a construção de um país mais retrógrado, infelizmente. O “Não me Representa” mostra o quanto esses tipos de poderes econômicos não nos representam.

- Vir para Brasília despertou em você o interesse pelas questões políticas? 
- Não. Isso já estava enraizado dentro de mim. Já era militante político assíduo no Rio Grande do Sul, fui do movimento anarquista e participei do Fórum Social Mundial que é um evento muito importante. Aqui em Brasília, participei da fundação do movimento passe livre no DF, além de ser um militante pelas causas sociais em São Sebastião.

- Como você avalia a participação do jovem na política atual?
- Eu tenho visto com alguma cautela a participação da juventude na política na atualidade, ao mesmo tempo em que com alegria em parte, porque estão participando mais, diferentemente de alguns anos atrás. Existem três tipos de juventude política na minha opinião. Os jovens de esquerda, que atuam em movimentos estudantis, causas periféricas e lutas por direitos. Outra juventude mais de direita, mais conservadora e de falsos moralistas com uma linha mais neo-liberal, que defende um sistema capitalista que há séculos destrói o país. E por fim, uma galera que não se considera nem à direita nem à esquerda, mas que possuem convicções políticas próprias. 

Publicado originalmente em http://jornalismo.iesb.br/2016/04/26/pessoas-precisam-da-arte-de-formacao-de-cidadania-e-observacao-critica/

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Comitê organizador local fala na abertura do Fórum Social Mundial Temático 2016 em Porto Alegre

Na coletiva de imprensa de abertura do Fórum Social Mundial Temático em Porto Alegre (RS), no Brasil, um dos representantes do Comitê Organizador Local, Mauri Cruz (Abong) e Malu Viana (HipHop) deram o tom dos debates que vem e dos desafios a serem enfrentados e construídos diante do cenário global da atualidade.

Vinicius Borba lança livro no Fórum Social Mundial Temático 2016 em Porto Alegre

O "Sarau Fora da Ordem: arte e cultura por um mundo melhor possível" ocorrerá na sexta-feira 22 }ás 14h na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre, durante a programação do FSM. Vinicius Borba, que lança o livro no evento, teve trajetória ligada a construção do Fórum desde 2002. 

O "Sarau Fora da Ordem: arte e cultura por um mundo melhor possível" promove o lançamento do livro de poesias Fora da Ordem, do poeta e jornalista Vinicius Borba, militante periférico do coletivo Radicais Livres S/A, do Distrito Federal. O evento recebe na sexta-feira 22 também a participação dos rappers gaúchos do grupo Rafuagi, de Esteio (RS). O evento ocorre no espaço Territórios Sem Fronteiras, na Casa de Cultura Mário Quintana, tradicional teatro porto alegrense. Vinicius, que é gaúcho mas está radicado no DF e milita há 12 anos realizando saraus pelos Radicais Livres S/A, promove o debate sobre o papel da arte e cultura na resistência por esse mundo melhor possível.

Poeta Fora da ordem, o autor teve trajetória no FSM
Porto alegrense desde o Fórum Social de 2002. Vinicius militou com os movimentos anarquistas gaúchos quando participou das primeiras edições do Fórum na capital. Dessa atuação e vivências foi à periferia de Brasília, na comunidade de São Sebastião DF, donde até hoje realiza saraus e agora traz seu primeiro livro de poesia, o Fora da Ordem. O livro debate direitos humanos, direitos dos manos, temas nacionais da política e politicagens atuais com tom ácido de critica, bem como questões internacionais como no poema Refugiad@s. Extermínio da juventude, e poemas de amor como o escrito para sua amada também permeiam o livreto, ilustrado pela artista plástica Carlione Ramos, também militante periférica de São Sebastião.

Serviço:
Sarau Fora da Ordem: arte e cultura por um mundo melhor possível
Lançamento do livro Fora da Ordem, de Vinicius Borba
Dia 22/1 (sexta), às 14h
Casa de Cultura Mário Quintana, Teatro Carlos Carvalho, espaço Territórios Sem Fronteiras, Fórum Social Mundial Temático – Porto Alegre 2016
Entrada Franca
Classificação livre


Evento face: https://www.facebook.com/events/907298569365836/ 


Conheça o livro: http://issuu.com/viniciusborba0/docs/fora_da_ordem_hiper_poemas_de_vinic

Assista vídeo do poema: https://www.youtube.com/watch?v=n_Bv0wtGBCs



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Vinicius Borba
Assessoria de imprensa/ Produção Cultural/ Mestre de Cerimônias
(61) 3339 0782/ 8551 1075